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Hot Spot #03: O Declínio de Revenge

Um comentário

Olá amigos, depois de uma semana sem post, por motivos de saúde, aqui estou eu novamente para mais um Hot Spot, e o tema hoje é um pouco 'triste', pois trata-se de mais um série com uma ótima premissa que se perdeu no meio de suas temporadas.

Começou como uma série que prometia muito. Os personagens eram em sua maioria bem interpretados e a história tinha um viés interessante (com um 'quê' de Avenida Brasil rs). Esta era Revenge, a série sobre a vingança de Emily Thorne, um Michael Scofield de cabelos loiros.

A pobre garotinha teve seu pai assassinado ainda quando criança, e foi mandada para um orfanato, onde viveu sua adolescência até ser resgatada por Nolan Ross, um nerd gênio que foi ajudado por seu pai. Nas conversas com Ross, Emily descobre mais algumas coisas sobre seu passado e o legado de seu pai e 'parte para o ataque', com objetivo de se vingar de todos os que tiveram alguma participação na morte de seu pai, especialmente a família Grayson. Como uma espécie de Nina norte americana, a loirinha se infiltra na família com outra identidade e começa sua sina. Conquista o filho dos Grayson, faz inimigos serem presos, toda aquela coisa.

Na 1ª temporada, o episódio de estreia começa com uma cena bombástica, em que ninguém entende nada, e depois mostra-se que essa cena ocorreu no futuro, e a série volta para trás para explicar. Excelente gancho que prende muita atenção, assim como todo final de episódio, que deixa um gancho para o episódio seguinte. A técnica, utilizada em muitos seriados, com destaque para Lost e Prison Break, os dois mestres na área, funcionou bem em Revenge, até que lá pela metade da segunda temporada, começou a ficar repetitivo. Era incrível como todo episódio trazia uma revelação bombástica, ou um novo personagem importante, e três ou quatro capítulos à frente ele já morria, ou saía de cena.

No decorrer das temporadas, também decaiu o nível da personagem principal, Emily Thorne (Amanda Clarke), pois toda vez ela conseguia se safar, tal qual Michael Scofield, o principal de Prison Break. Começou a fazer coisas muito inverossímeis, o que prejudicou (e prejudica) muito a série. Outra coisa a se destacar na decadência de Revenge é o fato que a história se desenrola, desenrola e nunca tem um ponto final. São muitas bifurcações desnecessárias.

A parte de 'romance' da série também decai a cada episódio. Emily tem agora é casada com Daniel Grayson, tem um relacionamento com Aiden, e é apaixonada por Jack. Nada contra esse tipo de situação, mas a maneira como as coisas são expostas na série consegue deixar totalmente sem graça tudo isso. Emily não tem química com nenhum deles, não é possível simpatizar (quiçá 'torcer') para nenhum romancezinho. Assim como Supernatural, que se perdeu em meio a tantas temporadas, é hora de os roteiristas darem um final logo para Revenge, para que o pouco de interessante que resta na série não se perca. E você, o que acha?

Escrito por: Hugo

Um comentário :

  1. Eu achei essa crítica um tanto amadora. Por mais que Revenge de fato tenha esses pontos em seu enredo, vale ressaltar que sempre foi assim e que isso é uma característica da série e não um defeito, já que essa série mais se assemelha a uma novela do que a seu próprio gênero. O que realmente deixou a desejar na série ao longo das temporada foi o modo como se dava a vingança e sua eficácia. Na primeira temporada, Emily segue com fúria total, pondo em prática seus planos com absoluto sucesso, até que, na segunda metade da segunda temporada e a terceira, tudo começa a ir por água abaixo e o cenário se vira completamente contra a protagonista. Seus fracassos desapontam o telespectador de forma que ele tenha a imagem de que, na verdade, Emily não é tão forte quanto parece. A morte de personagens muito importantes na série e que poderiam ter sido bem melhor aproveitados também contribuiu demais para desestimular quem esteja assistindo. Só espero que a ABC não explore a série até a sua ultima gota, como fez com Lost, ou que cancele prematuramente, como fez com V.

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